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"Sem comer e sem beber ninguém se cobre de glória" (provérbio viking).

domingo, 29 de maio de 2011

A Cozinha Medieval

"Girl Chopping Onion" por Gerrit Dou (1646)
A cozinha na Idade Média tem raízes em países da Europa Ocidental, um momento histórico documentado pelos únicos letrados do período, os clérigos. 

Diante de uma estrutura feudal bem definida, surgiram os primeiros profissionais da gastronomia, como açougueiros, cozinheiros, charcuteiros e padeiros, os quais posteriormente aderiram-se às corporações de ofício, a fim de regulamentar a produção artesanal.

As abadias (ou conventos), estalagens e tavernas ofereciam comida e hospedagem aos peregrinos e viajantes que por ali passavam, algumas vezes  com aspecto prosaico, outras vezes com aparência nobre.

No campo das bebidas, os mosteiros tiveram grande importância gastronômica, pois produziam sidras, vinhos e cervejas de excelente qualidade, como o Chimay e o Rochefort, elaborados pelos monges trapistas (designação originada com o primeiro monastério da ordem, Abadia de La Trappe).

"The Well Stocked Kitchen" por Joachim Beuckelaer (1530-1574)
Nos casebres dos camponeses, caldeirões colocados sobre os braseiros, apoiados apenas pelas trempes, cozinhavam cereais e legumes para a obtenção de sopas e ensopados, constituindo assim, à base alimentícia dos vassalos, todavia, nos castelos dos senhores feudais, a abundância era imperativa à mesa, banquetes com carnes de caça e porco distinguiam os abastados dos desafortunados.
  
Com o advento das crises econômicas, a escassez de alimento distanciou ainda mais as posições sociais, como ocorrido em 1315 e 1316, período em que os lordes, comeram e beberam normalmente, enquanto os servos foram obrigados a consumir plantas silvestres como forma de subsistência, algumas até venenosas.

A representação de uma rústica cozinha de castelo
O pão era o alimento que unificava todas as pessoas, apenas diferenciado pela matéria-prima: para o camponês: aveia, cevada, centeio e espelta; e para a nobreza a farinha de trigo.
O Bourbelier de Sanglier (Javali Assado no Molho de Especiarias), o Ambrogino di Pollo Alla Frutta Secca (Guisado de Frango com Frutas Secas) e a Marmalade of Apricocks (Marmelada de Damasco) traduzem este vasto receituário medieval, encontrado em países como a França, a Itália e a Inglaterra.

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